IRLANDA Nuvens ameaçadoras perseguindo as suas próprias sombras sobre pradarias e colinas, ondas do mar alterosas e de espuma branca, dilúvios repentinos seguidos de sol brilhante e transparente, os famosos dias suaves. Este clima sempre em mudança tem um papel mais importante nos assuntos irlandeses do que a maioria das pessoas se apercebe. Há forças modelizantes da mente nessas brumas cinzentas e rodopiantes, vindas do Atlântico sudoeste. É daí que a Europa recebe o seu clima e a Irlanda a sua agricultura, e consequentemente as suas características literalmente insulares. Estamos aqui perante um paradoxo - somos uma raça que em grande parte ignora o mar e vive da terra, com todas as consequências económicas e de formação de personalidade que tal facto acarreta. Eis um poema originalmente escrito em Gaélico ( língua Irlandesa ), por um monge do século VII e traduzido por Frank O´Connor, um escritor de contos curtos. Tal como muita poesia deste período, este poema, além de manifestar um profundo amor pela natureza, é anónimo:
Melro à beira do Belfast Lough Que pequenina goela Esta nota moldou ? Que bico de ouro Tão longe a atirou ? Um melro solitário No seu trono folhado A lançou Através da baía. - Postado por: Lu às 19h55 [ ] [ envie esta mensagem ]
A Canção do Delirante Aengus
(1899)
Porque minha mente estava inquieta,
- Postado por: Lu às 00h05 [ ] [ envie esta mensagem ]
|